Entrevista para a The Monitor

Em Janeiro de 2010, Jackson Rathbone se sentou com a revista online The Monitor para uma entrevista sobre sua carreira como ator e músico.

Pergunta: Como a turnê está indo até agora?

JR: Está sendo bem divertida. É o maior número de shows que tocamos juntos como uma banda seguidos. Nós fizemos cinco shows em cinco noites recentemente, e foi incrível. Tem sido muito divertido. Tem sido ótimo. Nós acabamos indo muito bem e as pessoas vêm procurando os shows e curtindo. Se divertindo, é isso que estamos fazendo. Garantindo que todos tenham uma festa boa.

Como você descreveria seu show para alguém que nunca o viu?
JR: É definitivamente um tipo diferente de show de rock. Nossa banda é cheia de multi-instrumentalistas e nós trocamos. Não é como num show moderno de rock onde você vê um só cara no palco cantando por uma hora. Nós trocamos instrumentos. Então, durante o show você vai ver todos nós irem do teclado para o baixo até a guitarra e o trompete, bandolim. Todos tocam bateria numa hora ou outra. Todos cantam. É uma coisa visual constante e uma coisa auditiva ao mesmo tempo. Continua novo e acompanha os mais diferentes estilos e gêneros de música que tocamos. Podemos ir de rock até o dance e o disco pop e podemos tocar um country. E nós também entramos em um completo rock jazz.

Vocês planejam o show? Todas as trocas? Ou vocês improvisam lá em cima?
JR: Nós conhecemos todas as musicas, elas são todas escritas. Nós improvisamos uma musica por noite, às vezes duas, na qual nós pedimos para o público para inventar um título de musica e nós fazemos a musica na hora, o que é bem divertido.

Quais foram alguns dos nomes que o público inventou até agora?
JR: Oh, cara. Eu acho que as últimas foram “Maionese” – que foi bem interessante. Eu fiz uma música chamada “Jerad”, e é engraçado, pois um dos membros da banda se chama Jerad Anderson. Nós fizemos uma música sobre ele. Eu acho que a mais difícil que já fiz foi uma em um pequeno bar em Los Angeles chamado Crane’s. Pediram-me pra fazer uma musica chamada “Hipopótamo em um Avião Aterrissando no Nilo”. Foi a mais difícil que já fiz. Foi bem louca. Era como Tom Waits e Prince tendo um filho.

Já que é o Ano Novo, ao invés de perguntar quais são suas maiores influencias, eu pensei em perguntar alguns dos álbuns que você mais ouviu na ultima década?
JR: Eu realmente gostei de Modest Mouse e o jeito que eles formataram seu som na última década. “Good News for People Who Love Bad News” é provavelmente meu álbum favorito. Eu gosto do antigo Kings of Leon, como o “Youth and Young Manhood”. É um dos meus favoritos… e “Aha Shake Heartbreak”. Gosto bastante desse também. Oh, e o dos Stevedores “Tamuawok”. Esse foi uma grande influência.

Tenho que perguntar sobre o nome da banda. O que é o Efeito dos 100 Monkeys?
JR: O Efeito dos 100 Monkeys é a idéia de que assim que certa população sabe de algo, isso se espalha pro resto da população. Então, assim que 100 macacos descobrem como lavar um tomate em uma parte do mundo, o resto dos macacos no mundo instintivamente sabe também. Tem muito a ver com consciência coletiva e como nós todos somos ligados. Assim que alguns sabem ou sentem algo, isso se espalha, pois somos todos muito conectados.

Como é o seu processo de gravação?
JR: Estamos tocando constantemente, gravando constantemente, fazendo coisas e acumulando-as constantemente pra tudo continuar novo. O jeito que escrevemos as músicas é bem variado. Às vezes alguém vem com uma ideia ou às vezes só estamos pensando em algo. Existiram algumas vezes em que fizemos uma música ao vivo e quando saímos do palco nós sabíamos que precisávamos lembrar dela. Nosso primeiro álbum é na verdade todo improvisado. Foi tudo criado na hora, apenas uma vez. É divertido. É meio que um álbum conceitual. É nosso primeiro álbum e nós gravamos na sala de estar. Nós só gostamos de fazer música e nos divertir.

Eu li um pouco sobre você. Parece que você teve uma infância bem móvel. Você morou no Texas por um tempo?
JR: Sim, eu morei no Texas por bons cinco anos.

É meio que um show de volta para casa quando você vem pra cá?
JR: Sim, casa. Meus pais ainda moram no Texas. Estou bem animado. Tenho família em Dallas, família em Houston e família em Austin. Vai ser como uma ótima volta para casa. Estou muito animado. E os outros caras da banda têm família no Texas também. Nós estamos animados para voltarmos para lá. Na ultima vez que fomos para o Texas fizemos um ótimo show em Dallas.

Você já esteve na fronteira daqui?
JR: Oh, cara. Quando eu tinha 16 anos nós dirigíamos até lá o tempo todo. Atravessávamos a fronteira bem rápido, você não sabe como era. Nós comprávamos um pouco de uísque, um pouco de tequila, cigarros baratos. Nós fazíamos isso o tempo todo. Só não conte para a minha mãe.

Fonte: The Monitor, Janeiro 2010
Tradução: Gabs

Postado em 18 May 2010 por Ily

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